{"id":44,"date":"2018-08-17T20:18:47","date_gmt":"2018-08-17T20:18:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ranchofolcloricosampaense.com\/?page_id=44"},"modified":"2026-10-13T01:39:40","modified_gmt":"2026-10-13T01:39:40","slug":"a-regiao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ranchofolcloricosampaense.com\/index.php\/a-regiao\/","title":{"rendered":"A regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<div id=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-fadce05e\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons\"><span class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-container\"><i class=\"far fa-lightbulb\"><\/i><\/span><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>ORIGEM<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div id=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-54e9cf83\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons\"><span class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-container\"><i class=\"far fa-lightbulb\"><\/i><\/span><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-small-font-size wp-block-paragraph\">Ao fundar-se a monarquia portuguesa, havia em terras de Seia, tr\u00eas l\u00e9guas ao ocidente da Serra da Estrela, um pequeno agrupamento de casais, na suave encosta ocidental duma colina, coroada por uma pequena e devota igreja dedicada, como numerosas outras que se constru\u00edram na Pen\u00ednsula Hisp\u00e2nica durante os S\u00e9culos X e XI, em honra do celeb\u00e9rrimo e ent\u00e3o popular\u00edssimo M\u00e1rtir, nosso patr\u00edcio, S\u00e3o Pel\u00e1gio ou S\u00e3o Paio, que aos treze anos e meio de idade trocou, em defesa da f\u00e9 e da castidade, as pompas e grandezas do mundo pela palma e coroa do mart\u00edrio, sofrido na cidade de C\u00f3rdova.<br>Em Junho de 1258, quando aqui se realizaram as inquiri\u00e7\u00f5es ordenadas por El-rei D. Afonso III, tinha, por heran\u00e7a de seus pais e av\u00f4, o padroeiro eclesi\u00e1stico desta igreja de S\u00e3o Paio, o pretor ou alcaide da Covilh\u00e3 Est\u00eav\u00e3o Joanes, que nesta regi\u00e3o possu\u00eda muitas propriedades e senhorios. Era irm\u00e3o (ou pelo menos primo co-irm\u00e3o) de Domingos Joanes, o cavaleiro que, com a sua mulher Domingas Sabachais, descansam em ricos mausol\u00e9us g\u00f3ticos na sua capela sepulcral chamada \u201cDos Ferreiros\u201d, cont\u00edgua \u00e0 igreja matriz de Oliveira do Hospital. Est\u00eav\u00e3o Joanes e Domingos Joanes eram netos de D. Chav\u00e3o \u201cDomnus Flavianos\u201d, rico homem das terras de Seia, isto \u00e9, governador deste distrito ou circunscri\u00e7\u00e3o, representante nele da pessoa d&#8217;el-rei, o qual, al\u00e9m de muitas outras terras por estas redondezas, possu\u00eda em Grama\u00e7os, lugar vizinho de S\u00e3o Paio, uma grande herdade, sua resid\u00eancia habitual.<br>Essa antiga povoa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os \u00e9 hoje situada um pouco a norte do assento primitivo, para onde se mudou quando findava a idade m\u00e9dia, permanecendo entretanto a igreja no primitivo local, agora afastada do povo. Acha-se esta freguesia integrada no concelho de Oliveira do Hospital, distrito administrativo e bispado de Coimbra.<\/p>\n\n\n\n<div id=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-3ae22423\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons\"><span class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-container\"><i class=\"far fa-map\"><\/i><\/span><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>GEOCALIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div id=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-7d757c74\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons\"><span class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-container\"><i class=\"far fa-map\"><\/i><\/span><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-small-font-size wp-block-paragraph\">Situada essencialmente entre o Mondego e o Alva, a regi\u00e3o que compreende o nosso concelho, ou seja, Oliveira do Hospital, embora pertencendo ao distrito de Coimbra, \u00e9 retintamente beiroa.<br>O concelho de Oliveira do Hospital, em especial do centro para o sul, apresenta-se mais montanhosa, chegando a atingir os 1.242 metros no Colcurinho.<br>Das alturas deste e ainda Aveleira, Mendacha e Chama, descem os vales poderosamente cavados pelo Alva e o Alv\u00f4co ou pelas ribeiras afluentes e ornamentadas de uma verdura deslumbrante e de uma paisagem inesquec\u00edvel.<br>Muitos foram os munic\u00edpios que outrora tiveram autonomia nesta regi\u00e3o. Mas quase todos totalmente extintos no s\u00e9culo passado, nada resta hoje das velhas gl\u00f3rias al\u00e9m dos orgulhosos pelourinhos e uma outra casa de c\u00e2mara e pris\u00e3o. Os amantes destas poder\u00e3o apreciar neste itiner\u00e1rio os pelourinhos de: Oliveira do Hospital; Lagos da Beira; Bobadela; Nogueira do Cravo; Lourosa; Penalva de Alva, Av\u00f4 e Seixo da Beira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-small-font-size wp-block-paragraph\">O povo dedicava-se sobretudo aos trabalhos agr\u00edcolas, pois o solo apesar de montanhoso \u00e9 muito f\u00e9rtil, produzindo o milho, vinho e azeitona, al\u00e9m das batatas e pomares.<\/p>\n\n\n\n<div id=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-b5e5a4f3\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons\"><span class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-container\"><i class=\"fas fa-monument\"><\/i><\/span><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>MONUMENTOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div id=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-0516c703\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons\"><span class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-container\"><i class=\"fas fa-monument\"><\/i><\/span><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Igreja Paroquial\/Matriz<\/strong> &#8211; O Titular \u00e9 S\u00e3o Pel\u00e1gio. Dizem que foi mudada de sitio fora da povoa\u00e7\u00e3o, frontaria com porta e janela do coro de v\u00e3os rectangulares de friso e cornija, do s\u00e9c. XVII e XVIII. Torre \u00e0 direita, de dois corpos, esquinas em linha ondulada, remate de balaustrada e cobertura bolbosa e quadrada; obra do final do s\u00e9c. XVIII ou come\u00e7o do seguinte. Tectos em apainelados simples. Tr\u00eas ret\u00e1bulos. O principal de duas colunas e camarim, \u00e9 da segunda metade do s\u00e9c. XVIII. Cont\u00e9m uma tela secund\u00e1ria, com o mart\u00edrio de S\u00e3o Pel\u00e1gio, assinada: Anto Je. Gon\u00e7alves. Pintou em Coimbra em Maio de 1856. H\u00e1 nele esculturas de pedra: S\u00e3o Pel\u00e1gio ou Paio, da segunda metade do s\u00e9c. XV, Virgem com o Menino (da Gra\u00e7a) dos s\u00e9c. XVI e XVII. Existe ainda Senhora do Ros\u00e1rio, pedra do s\u00e9c. XVI; S. Ant\u00f3nio de Madeira do s\u00e9c. XVII e XVIII, regular. Na Capela Mor, em rodap\u00e9, encontram-se alguns azulejos sevilhanos, do s\u00e9c. XVI, mas colocados modernamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Capela da Nossa Senhora dos Milagres<\/strong> &#8211; Moderna, secund\u00e1ria, relativamente ampla, imitando os tipos regionais setecentistas. Segundo largo letreiro latino foi come\u00e7ada em 1850, aumentada em 1867 e decorada em 1879. Mostra a data de 1851 na porta principal e a de 1867 na sacristia.<br>O altar-mor e colaterais s\u00e3o obra da regi\u00e3o, imitando em certo modo os do s\u00e9culo anterior. Esculturas correntes na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Capela do Cemit\u00e9rio<\/strong> &#8211; Dedicada ao Bom Jesus Redentor. Foi constru\u00edda em 1909 tendo tido o patroc\u00ednio dum professor da Faculdade de Teologia, foram ali levadas diversas obras dos col\u00e9gios conventuais de Coimbra. Tem aptid\u00e3o em um agrad\u00e1vel arranjo, pois o seu projecto e acomoda\u00e7\u00e3o foi feito segundo a direc\u00e7\u00e3o do professor Ant\u00f3nio Augusto Gon\u00e7alves. No Ret\u00e1bulo \u00fanico est\u00e1 um grande crucifixo de madeira, executado por aquele mesmo professor. Nas ombreiras do cruzeiro, em m\u00edsulas, levantam-se grandes esculturas, origin\u00e1rias do Col\u00e9gio de S. Bento mas idas da S\u00e9 Velha, S. Greg\u00f3rio Magno e Santo Amaro, do fim do s\u00e9c. XVII, regulares.<br>Pequeno cadeiral para os of\u00edcios f\u00fanebres, do s\u00e9c. XVIII.<br>A Capela Mor \u00e9 revestida de azulejos policromos, em tipo de caixilharia recruzetada encerrando flor\u00f5es, o corpo de azulejos azuis e rosas espalmadas. Sob a Capela Mor ficou uma cripta, jazigo mandado construir pelo Dr. Ant\u00f3nio Garcia Ribeiro de Vasconcelos. Revestem as paredes azulejos do referido tipo de caixilhos.<br>O Ret\u00e1bulo de pedra com baixo relevo de Calc\u00e1rio, foi executado por Jo\u00e3o Machado pai; os bras\u00f5es da fam\u00edlia e do bispo que o sagrou. No mesmo cemit\u00e9rio h\u00e1 um nicho de almas, de pilastras, datado de 1787.<\/p>\n\n\n\n<div id=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-5de74f93\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons\"><span class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-container\"><i class=\"fas fa-people-arrows\"><\/i><\/span><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size wp-block-paragraph\"><strong>INDIVIDUALIDADES DE PREST\u00cdGIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div id=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-03823ff4\" class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons\"><span class=\"wp-block-themeisle-blocks-font-awesome-icons-container\"><i class=\"fas fa-people-arrows\"><\/i><\/span><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Teve esta encantadora aldeiazinha de S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os um filho ilustre que muito honrou no campo das letras, o <strong>Doutor Ant\u00f3nio Garcia Ribeiro de Vasconcelos<\/strong>, que nasceu em 1 de Junho de 1860. Sacerdote, Doutor em Teologia e Letras pela Universidade de Coimbra, onde largos anos ensinou como s\u00e1bio e mestre; primeiro Diretor da Faculdade de Letras daquela Universidade, Liturgista, Fil\u00f3sofo, Canonista, Arque\u00f3logo, Historiador e Primeiro Presidente da Academia Portuguesa da Hist\u00f3ria.<br>Deixou vasta obra liter\u00e1ria. Morreu na cidade de Coimbra no dia 2 de Setembro de 1941.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">O <strong>Comendador Serafim Marques<\/strong> (1928\u20132016) foi um proeminente empres\u00e1rio, filantropo e benem\u00e9rito natural de S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os, no concelho de Oliveira do Hospital.<strong> <\/strong>Nasceu a 10 de abril de 1928, em S\u00e3o Paio de Grama\u00e7os e come\u00e7ou a trabalhar muito jovem na constru\u00e7\u00e3o civil e, com apenas 17 anos, j\u00e1 exercia fun\u00e7\u00f5es de encarregado, destacando-se pela capacidade de trabalho e dedica\u00e7\u00e3o. Foi uma figura de grande relevo filantr\u00f3pico em Oliveira do Hospital, destacando-se por apoiar diversas institui\u00e7\u00f5es locais. Entre as suas obras, construiu e doou o pavilh\u00e3o multiusos \u00e0 Sociedade Recreativa Lealdade Sampaense (SRLS-IPSS). O seu contributo estendeu-se a val\u00eancias sociais, desportivas e comunit\u00e1rias fundamentais com grande impacto na SRLS (Sociedade Recreativa Lealdade Sampaense) em que a liga\u00e7\u00e3o do Comendador \u00e0 <a href=\"http:\/\/srlsampaense.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SRLS<\/a> foi extraordin\u00e1ria, permitindo que a associa\u00e7\u00e3o se tornasse uma IPSS de refer\u00eancia com a funda\u00e7\u00e3o em seu nome. Recebeu a Medalha de M\u00e9rito Municipal de Oliveira do Hospital em 1995 e foi condecorado com a Ordem de M\u00e9rito (Ordem de M\u00e9rito Civil) a 10 de junho de 2007 pelo Presidente da Rep\u00fablica, An\u00edbal Cavaco Silva. Faleceu a 19 de abril de 2016, aos 88 anos, no Instituto Portugu\u00eas de Oncologia (IPO) em Coimbra, v\u00edtima de doen\u00e7a oncol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ORIGEM Ao fundar-se a monarquia portuguesa, havia em terras de Seia, tr\u00eas l\u00e9guas ao ocidente da Serra da Estrela, um pequeno agrupamento de casais, na suave encosta ocidental duma colina, coroada por uma pequena e devota igreja dedicada, como numerosas outras que se constru\u00edram na Pen\u00ednsula Hisp\u00e2nica durante os S\u00e9culos X e XI, em honra [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":368,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"class_list":["post-44","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ranchofolcloricosampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/44","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ranchofolcloricosampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/ranchofolcloricosampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ranchofolcloricosampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ranchofolcloricosampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/ranchofolcloricosampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/44\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":372,"href":"https:\/\/ranchofolcloricosampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/44\/revisions\/372"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ranchofolcloricosampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/368"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ranchofolcloricosampaense.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}